sábado, 28 de abril de 2007

Os Melhores


Pensem nos Melhores.

Vêem-nos logo (ou quase) à memória alguns daqueles que se destacaram nas suas actividades, sejam elas científicas, culturais, desportivas, laborais, etc.

Aqueles que "se vão da Lei da Morte libertando", como dizia o nosso Luís Vaz de Camões.

Na Música, e nomeadamente na Música Clássica, lembramo-nos de compositores como Beethoven, Bach, Brahms, Mozart, Schubert, Liszt, Mahler, Debussy, Ravel, Schumann, Vivaldi, Verdi, Wagner. Entre muitos outros.

Se pensarmos nos Maestros, temos Toscanini, Karajan, Abbado, Bohm, Metha, Sinopoli, Bernstein, Ozawa, Boulez.

Já nos intérpretes, depende: se pensarmos no Piano, lá vêm Rubinstein, Benedetti, Kempf, Serkin, Gilels, Cortot, Richter, Gulda, Ashkenazy, Pollini, Gould, Brendel, Baremboim, Argerich, Lupu, Perahia. E, por cá, também temos uns bons... :)

Se for no Violino, lembramo-nos de Heifetz, Milstein, Thibaud, Stern, David e Igor Oistrakh, Menuhin, Perlman, Mintz, Zuckerman, Kremer, Vengerov.

Já no Violoncelo, temos Casals, Suggia, Tortelier, Rostropovich, du Pré, Ma.

E atenção: estamos a pensar apenas nos mais recentes.

Estes são apenas alguns deles. Faltarão certamente muitos outros que só não menciono porque, pura e simplesmente, não me ocorreram enquanto estive aqui a escrever. Só por isso.

Graças aos meus Pais, tive a sorte de ouvir uma ínfima parte deles na Gulbenkian. Bem hajam também por isso! :)

Alguns foram (ou ainda são) extraordinários. Mas há, dentro de cada uma destas (ou de outras) listas, "o Top". Aqueles que, ou porque tocam vários instrumentos, ou porque também regem, ou porque também compõem, ou porque acumulam tudo isto, conseguem ver a coisa "de cima".

A esse "Top", pertence e continuará a pertencer um enorme violoncelista e maestro que, recentemente, nos deixou: Mstislav Rostropovich.


Considerado um dos maiores violoncelistas do Século XX, havia quem lhe chamasse, não há muito tempo, "o maior músico vivo". Estudou com Shostakovich e Prokofiev. Tocou com e regeu muitos dos outros atrás mencionados. E foram-lhe dedicadas peças escritas por alguns dos maiores compositores do Século XX, que conheceu e com quem chegou a trabalhar.


Quando algum destes vultos nos deixa, ficamos mais pobres. O que vale é que, neste nosso tempo, temos sempre discos e vídeos para o ouvirmos e revermos. Bem bom! :)

Se não conhecem, vão muito a tempo. Escutem-no.

Oiçam, por ex., as magníficas mas difíceis Suites para Violoncelo solo, de Bach (da EMI, por ex.). Ou o belo Concerto para Violoncelo, de Dvorak. Ou também o lindíssimo Triplo Concerto de Beethoven, com o David Oistrakh (Violino) e o Sviatoslav Richter (Piano), dirigidos pelo Herbert von Karajan, que rege a Berliner Philharmonic Orchestra (da EMI, também)- naquela que é considerada uma das melhores gravações de sempre desta peça.

Vão lá ouvi-lo, então. Depois, digam-me se não valeu a pena. :)


Nota: bastava colocar uma foto, não é? Que fosse assim mais representativa da sua actividade. Pois eu achei por bem pôr duas. Uma a preto e branco e outra a cores. É que, sabem, a Música Clássica não é nada "a preto e branco" - contrariamente ao que muita gente ainda possa pensar... :)

1 comentário:

Anónimo disse...

Gostei muito do teu comentário. Sabias que o meu filho anda a aprender violoncelo? Dificil...