quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Sofrer e Querer

Pois o Sporting lá eliminou o Fátima, na Taça da Liga. Custou (muito!), mas foi.


O querer dos jogadores foi absolutamente determinante! As coisas iam correndo mal - quanto mais não seja, pelo andamento do marcador - mas nunca viraram a cara à luta. E se houve alguns que estão mesmo em baixo, outros mostraram que se pode contar com eles.

O Fátima teve bastante azar, também. Numa altura em que venciam por um a zero, mandaram uma bola ao poste, e quando estava dois a dois, mandaram novamente a bola ao poste! Apesar de terem sido em jogadas de bola parada que o conseguiram (bem como os dois golos, nas chamadas "segundas bolas"), poderiam ter sido decisivas no desenlace da eliminatória.

Acho que nem foi um grande jogo. Em algumas fases, o Fátima voltou a correr mais do que o Sporting, mas não tiveram o controlo das operações por causa disso (ou seja, não traduziram em domínio de jogo esse factor).

Uma pergunta: como é que uma equipa do meio da tabela da segunda divisão corre o que estes tipos correm?

Outra pergunta: como é que o Sporting corre tão pouco?

Pareceu-me também que o Paulo Bento acertou nas alterações que fez na equipa. Não só nas substituições - o Pereirinha mexeu à brava na equipa, e o Purovic marcou - como também no esquema táctico que aplicou na segunda parte. Apesar de ter sido um "pau de dois bicos" (quando mandou a equipa prá frente, para virar o resultado, expôs-se aos contra-ataques do Fátima), a coisa funcionou. E ainda bem!


Agora, uma coisa foi por demais evidente: a arbitragem miserável daquela "madalena" que equipava de amarelo, um tipo chamado Olegário Benquerença.

Eu acho que não foi falta de qualidade. É que, se assim fosse, os erros seriam para os dois lados. Foi roubalheira, mesmo! Mas, com este tipo, e infelizmente, isto já não é de hoje.

Confesso que já perdi a conta ao número de jogos arbitrados por este "filha da p..." em que o Sporting foi claramente prejudicado.

Como diria o Eça, "uma besta".

Devo dizer que, por vezes, me acusam de ser o "advogado do Diabo", nestas coisas das arbitragens, pois procuro sempre ver o porquê das decisões aparentemente incompreensíveis, e de arranjar sempre argumentos para entender o outro lado. Mas isto, hoje, foi demais!...

Ficaram montes (mas montes!) de faltas por marcar a favor do Sporting, alguma completamente evidentes - algo que muda claramente a tendência de um jogo de futebol, pois a equipa que faz as faltas começa a ter a noção de que pode prevaricar sem ser punido, e quem as sofre começa a sentir-se enervada pela unilateralidade das decisões do árbitro (?).

Houve alturas em que quase que dava pena ver as reacções de alguns jogadores do Sporting - que chegaram há pouco tempo ao clube, e por isso ao país - casos do Vukcevic, Purovic ou do Izmailov - e que se via, nitidamente, que não percebiam porque é que o Benquerença agia daquela maneira... Acho que eles vão, lentamente, começando a perceber o tipo de arbitragens com que vão ter que lidar, daqui para a frente!


Mesmo com esta sensação quase sempre presente, os jogadores do Sporting nunca baixaram os braços e foram, por isso premiados com esta vitória e com a qualificação para a fase seguinte desta Taça da Liga, a Carlsberg Cup.

Agora, estou é com muita curiosidade em ver como é que o Sporting vai encarar o próximo jogo - Domingo, contra o Naval 1º de Maio...


Nota: É de mim, ou o Miguel Veloso está ali a mais, nesta altura? Na primeira parte, então...

Se o miúdo anda dominado pelas notícias dos jornais, não estará na altura de o mandar descansar uns jogos para o banco? Tenho para mim que talvez lhe fizesse bem - apesar de ser uma decisão arriscada, sempre dava uma hipótese ao Adrien Silva (um júnior que me parece ter condições para vir a ser um jogador fantástico!) de ganhar experiência de Campeonato.

Talvez fosse uma boa ideia... Mas isto é apenas o "treinador de bancada" que há em mim a falar. :)

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Muito para ouvir




Speedway of Nazareth

After two thousand came two thousand and one
To be the new champions we were there for to run
From springtime in Arizona 'til the fall in Monterey
And the raceways were the battlefields and we fought 'em all the way

Was at Phoenix in the morning I had a wake-up call
She went around without a warning put me in the wall
I drove Long Beach, California with three cracked vertebrae
And we went on to Indianapolis, Indiana in May

Well the Brickyard's there to crucify anyone who will not learn
I climbed a mountain to qualify I went flat through the turns
But I was down in the might-have-beens and an old pal good as died
And I sat down in Gasoline Alley and I cried

Well we were in at the kill again on the Milwaukee Mile
And in June up in Michigan we were robbed at Belle Isle
Then it was on to Portland, Oregon for the G.I. Joe
And I'd blown off almost everyone when my motor let go

New England, Ontario we died in the dirt
Those walls from mid-Ohio to Toronto they hurt
So we came to Road America where we burned up at the lake
But at the speedway at Nazareth I made no mistake


Mark Knopfler, 2000

Dark

Há alturas em que a quantidade de coisas chatas que nos querem impingir (normalmente, é via-TV, mas não é um exclusivo desta...) é de tal forma asfixiante que só me apetece é pirar-me da sala e ir ouvir música, ou andar por aqui a navegar, ou mudar de canal e ver uns programas sobre animais, ou uma joga de ténis, etc., etc. ... e desligar. Ligar à terra.

É que é tudo mau! (Ou então "sujo", ou "negativo", ou "depreciativo", ou "decadente", ou "deprimente"!)

E se nós bem sabemos que há muitas coisas que são mesmo (mas mesmo!) más, também sabemos que há igualmente muitas que não o são, que diabo!


Porque será que este nosso mundo só é "pintado" em tons de cinzento e negro?

domingo, 28 de outubro de 2007

Acho que já fomos...

Ainda a primeira volta vai no adro, e parece-me que "já fomos"...

Não temos banco. Não temos velocidade (esta, sinceramente, não consigo entender!). E, por muito que me custe, acho que o nosso treinador é, ainda, um bocado limitado.

Ou seja, a este meu Sporting falta... classe, talvez. Não totalmente, claro! Mas falta.

Como a Liga dos Campeões é para equipas com outro nível, digamos, resta-nos lutar pelo segundo lugar neste nosso fraco campeonato - que, mesmo assim, vai ser muito difícil de conquistar, atenção!

O que me irrita ainda mais é que, apesar de termos perdido na terça-feira passada, em Roma, jogámos muitíssimo melhor contra os italianos do que contra este Nacional de nível mais do que duvidoso! ...


Não é este o Sporting que eu quero ver (só de pensar que pago, e bem, para o fazer in loco... até dói!), e de que tanto gosto.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Outro "Spirit"

Man gets tired
Spirit don’t
Man surrenders
Spirit won’t
Man crawls
Spirit flies
Spirit lives when man dies

Man seems
Spirit is
Man dreams
The spirit lives
Man is tethered
Spirit free
What spirit is man can be


Mike Scott, London, 1984

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Spirit!

O texto abaixo foi copiado do site www.planet-rugby.com (é acerca das nomeações, ou prémios - "awards" - que aqui foram atribuídos aos que mais se destacaram da Taça do Mundo de Râguebi), num artigo intitulado "Moments of the 2007 RWC":


Spirit Award: Coming into their first ever Rugby World Cup nobody gave Portugal a chance, and in fact had tipped them to ship in excess of three hundred points. However what we saw in the opening four weeks of the tournament from Os Lobos was a tribute to their sheer guts and determination. They may have gone down 108-13 to New Zealand, and finished the tournament without a win, but they left with huge respect and admiration from the rugby public. They managed to score a try in every one of their games, with the most popular score being Rui Cordeiro's try against the All Blacks. From an impromptu game of football against the All Blacks to a wedding proposal for one of their players after their last game, Portugal will forever be etched into rugby fans' hearts.


Espectáculo! :)

Rainha, 1986-1988

A próxima Sexta-feira vai acabar "em alta": está marcada uma jantarada de reencontro da turma de Artes dos 10º e 11º anos do nosso Liceu!


Apesar de não ir ter o mesmo impacto do da janta de Novembro do ano passado - essa fez-nos matar saudades que já datavam, em alguns casos, de vinte anos! - vai ser mais um regresso a um passado que todos têm guardado nos seus baús das boas recordações.

Mas o que é engraçado é que todos têm curiosidade de rever estes estranhos (velhos amigos ou, simplesmente, colegas) que, actualmente, ainda mal conhecem (na maioria dos casos), mas com quem passaram alguns dos momentos mais marcantes das suas juventudes!

É que ninguém quer faltar a estas jantaradas - apesar de serem difíceis de marcar... :) -, onde se vai tentando recuperar o "tempo perdido" destas amizades/camaradagens - é que isto de "vinte anos" é muito ano.... E se muitos já confirmaram a sua presença, outros andam a ver como é que se vão organizar para estarem presentes.

Espectáculo!

Diga-se de passagem que, com os diferentes rumos que as nossas vidas tomaram, também é impossível que os reencontros sejam mais frequentes... Por isso, há que tirar o máximo proveito destes momentos. Mesmo que durem apenas umas horas, são saboreados intensamente. E ainda bem que assim é!

É giro ver que, sempre que nos falamos, instintivamente pomos um sorriso - mesmo que não o estejamos a ver, sentimo-lo! -, queremos saber como estamos, e só se for mesmo impossível é que não nos encontramos!


Acho que isto diz bem do tal "espírito de turma", de camaradagem (de que já aqui falei) que sempre existiu nesta mescla muito eclética de rapazes e raparigas que constituem aquela que foi, e ainda é - como diz um de nós - "a melhor turma de Artes que o Liceu alguma vez teve"!

Perche?

Porque é que o Sporting não joga mais vezes assim, como fez esta noite, em Roma? Houve alturas do jogo em que parecia que quem jogava em casa era o Sporting, e não o Roma!

Perdeu, é certo, mas, se continuar a jogar desta maneira, os bons resultados irão certamente aparecer.

Romagnoli, Vukcevic, Romagnoli e Moutinho - um belo meio-campo! A repetir.

E acho que nem vale a pena malhar neste ou naquele jogador. Para quê? Já se conhecem as limitações da equipa, por isso... Bola prá frente!

domingo, 21 de outubro de 2007

The Brave One


Um show!

Subversivo, emocionante, duro, por vezes bastante violento, polémico, tem interpretações excelentes... Deixa-nos a pensar muito sobre o tema, a forma escolhida para lidar com ele e as suas implicações dessa escolha.

É uma ganda filmalhada, digo eu!


Vão ver, que vale mesmo a pena!