domingo, 13 de janeiro de 2008

Neblinas, agora, só matinais.

É de mim, ou ninguém se chateou muito (antes pelo contrário!) com a entrada em vigor da "Lei do Fumo" nos restaurantes, bares e C.ª?


Por onde passei mais recentemente, devo dizer que me senti bem melhor do que "antigamente". E a malta com quem falei que trabalha nesses sítios também se sente melhor.

Já quanto aos fumadores, não tenho ouvido ninguém a vociferar contra a proibição de fumar, especialmente nos restaurantes.

Nos bares, quem quer fumar basta ir para o exterior onde, agora, se deve passar a reunir a grande maioria da clientela, acho eu. Não se acumula fumo, e as baforadas perdem-se, sem chatearem ninguém.

Nas empresas é que me parece que poderão surgir alguns problemas. As romarias ao exterior, aos terraços e a sítios próprios para se fumar devem ser o pão nosso de cada dia e, ou muito me engano, ou a produtividade deve estar a descer consideravelmente.

É que uma coisa é ir ao corredor fumar um cigaro e beber um café; outra, é apanhar duas vezes o elevador para esse efeito - serão, o quê?, cinco a dez minutos por cada "viagem de cigarro"? A malta que fuma uns dez a quinze cigarros durante o horário de expediente deve, assim, perder uma boa hora de trabalho por dia, no mínimo... Ou será que vai acabar por reduzir o número de cigarros fumados diariamente?

O tempo o dirá.


Sinceramente, acho que estamos melhor assim. Pena é que não se possa aplicar este tipo de leis a outras situações. Talvez se conseguissem bons resultados.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

"Enough is enough"

Já chega de "malhar" no meu clube, quer ganhe ou perca, quer jogue bem ou mal. Estou demasiado triste para tal.

Isto do futebol mexe muito com muitas pessoas, e eu não sou excepção à regra.

Além disso, treinadores de bancada é o que por aí há mais.


Por isso, e como dizem os ingleses, "Enough is enough".

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Visto de fora

Aqui há uns meses, num programa de debate sobre desporto que vi (julgo que na SIC), o Prof. Moniz Pereira, após tecer algumas considerações sobre o Futebol e sobre as outras modalidades - na altura, falava-se muito de rugby e da proeza da qualificação dos nossos Lobos para a Taça do Mundo da modalidade - disse algo que me pareceu extremamente interessante, e que devia ser básico (mas, infelizmente, não é):

- Cá no burgo, em primeiro lugar, tem que se saber jogar à bola, e só depois se puxa pelo físico dos jovens jogadores, ainda na formação; lá fora, começa-se por se desenvolver o físico dos jogadores e, apenas mais tarde, é que se faz a separação entre os mais toscos e os bons jogadores.

Ora, atendendo ao historicamente fraco desempenho global (de décadas) do nosso futebol em confrontos com equipas estrangeiras (e, se calhar, também nas restantes modalidades...) - com as honrosas excepções que se conhecem - dá que pensar se, efectivamente, não andaremos a ver a coisa de forma errada.


Generalizando, é sempre interessante ouvir a opinião de "alguém de fora" sobre os mais variados assuntos. Acho que se pode aprender (e muito!) com as diferentes perspectivas que podem existir, com as diferentes "visões" da mesma realidade.

Tosquices

Há bocado, enquanto fazia o zapping da ordem, parei por breves instantes num bocejante Belenenses - Nacional, do Campeonato Nacional de Futebol.

Ninguém (ou quase ninguém) pára num jogo destes, eu sei, mas eu ainda caio nestas armadilhas...

Depois de ver uns dez remates (sem exagero!) que passaram, no mínimo, a cinco metros da baliza, e após anos a ver coisas parecidas nestes jogos do nosso Campeonato, posso concluir que somos, efectivamente, uns toscos na Arte do Remate À Baliza.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Eça

"Acordei envolto num largo e doce silêncio. Era uma estação muito sossegada, muito varrida, com rosinhas brancas trepando pelas paredes - e outras rosas em moitas, num jardim, onde um tanquezinho abafado de limos dormia sob duas mimosas em flor que rescendiam. Um moço pálido, de paletó cor de mel, vergando a bengalinha contra o chão, contemplava pensativamente o comboio. Agachada rente à grade da horta, uma velha, diante da sua cesta de ovos, contava moedas de cobre no regaço. Sobre o telhado secavam abóboras. Por cima rebrilhava o profundo, rico e macio azul de que meus olhos andavam aguados.
Sacudi violentamente Jacinto:

- Acorda, homem, que estás na tua terra!

Ele desembrulhou os pés do meu paletó, cofiou o bigode, e veio sem pressa, à vidraça que eu abrira, conhecer a sua terra.

- Então é Portugal, hem?... Cheira bem.

- Está claro que cheira bem, animal!

A sineta tilintou languidamente. E o comboio deslizou, com descanso, como se passasse para seu regalo sobre as duas fitas de aço, assobiando e gozando a beleza da terra e do céu.
"

in "A Cidade e as Serras".


Espectáculo!

sábado, 5 de janeiro de 2008

Azar? Sim, mas não só...

Nos três jogos que o Sporting disputou com os três últimos da tabela (Paços de Ferreira e U. Leiria em casa, e Boavista, fora), fez quatro pontos em nove possíveis.

Perdemos com o antepenúltimo (Boavista) hoje, no Porto, e empatamos com o último (U. Leiria), em Alvalade.

E a vitória contra o Paços foi arrancada a ferros.

Espectáculo.


Hoje, tivemos algum azar. Mas não foi só.

Acho que não tivemos "coração", como por vezes se diz, para dar a volta a um jogo em que o nosso adversário pouco ou nada fez para marcar golos. Mas o que é facto é que marcou. E até bastava um para ganhar o jogo...

Ronny? Purovic? Abel? Moutinho? Liedson? Izmailov? Pouco ou nada fizeram.

Para mim, o Moutinho já não anda a jogar rigorosamente nada há muito tempo...

E não me parece que vai ser com o "mercado de Inverno" que se vai resolver minimamente o problema. Pode começar por aí a preparação da próxima época, isso sim. Mas mais nada.


E, já agora, é de mim ou o Paulo Bento fala e age de uma forma que mais parece que "não é nada com ele", toda esta situação?

Além disso, já não vejo, há muito tempo, jogadas estudadas executadas de uma forma permanente, continuada - o chamado "fio-de-jogo".


Começo a perguntar-me o que é que aquela rapaziada toda (jogadores, treinadores, chefes de departamento, etc., etc.) anda a fazer, diariamente, lá para os lados de Alcochete. Se é a treinar, sinceramente, não parece...

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Um bom começo




Dos Joy Division já falei aqui. Dos Led Zeppelin ainda não.


Calhou que viesse a conhecer estes dois grupos incortonáveis da música contemporânea já nos meus trintas. Bem... mas antes isso do que nem sequer conhecê-los, não é?

Agora, ando a ouvir o "Still", dos primeiros, e o "Mothership", colectânea natalícia dos segundos.

Um amigo já me tinha gravado o "Still" há mais de vinte anos, devo dizer. E também tenho que ser sincero e dizer o seguinte: na altura, não me entrou nada bem. E a cassette era boa, atenção! O "problema" era mesmo do ouvinte.

Depois do "Unknown Pleasures" e do "Closer", este é mais... completo, para mim.

O meu é um "Collector's Edition" que, além do álbum original, ainda traz um CD extra com um concerto em Town Hall, High Wycombe. Este só ouvi uma vez, e parece ser interessante, também.

Do original, acho que a parte gravada em estúdio (dez músicas) é muito bem completada pela parte tocada ao vivo (outras dez) - que é, para mim, e apesar das falhas óbvias que tem, um verdadeiro espectáculo!

Devo dizer que ainda nem reparei bem na qualidade da gravação (dizem que é bastante má...), tal é a absorção. :)


Já o "Mothership" parece ser um bom tónico para a descoberta dos Led Zeppelin. Não só tem as músicas mais conhecidas, como traz também um DVD extra, com várias músicas tocadas em diferentes espectáculos. As gravações (áudio) parecem ser bastantes boas, devo dizer.

Escusado será dizer que já andei aqui a tentar saber mais destes meninos. E vou continuar. Já arranjei alguns álbuns de originais para ir ouvindo (dos primeiros). Ou seja, também aqui tenho muito com que me entreter. :)

Do pouco que já ouvi, parece-me que o Jimmy Page é de outra galáxia!

----

Olhando assim de cima para todo este "filme", digamos, topa-se bem que ele foi uma das grandes fontes de inspiração da grande maioria dos grandes guitarristas que o rock fez nascer.

----

Ah! E o Bonham também tem, literalmente, uma granda pedalada!

Ou seja, em termos musicais, 2008 começa muito bem. Espero que continue assim, e que seja um bom prenúncio para todos os outros aspectos que realmente interessam.

Bourne




Ainda em 2007 consegui ver estas duas grandas filmalhadas. Mas "duas grandas filmalhadas" mesmo! E qual delas a melhor!

Parece-me que não tiveram o eco que mereciam. Pelo menos, não me lembro de se falar muito nelas, na altura em que estrearam...

Histórias consistentes, actores à altura, realização sem cair na tentação do exagero de efeitos especiais tão em voga, ritmo com altos e baixos (como convém, para se ir digerindo bem a acção), tudo "filmed on location"... Um verdadeiro espectáculo!

Gostei muitíssimo!


Aqui há uns meses, estreou o terceiro filme com a personagem principal - o Jason Bourne: "Ultimatum". Na altura, não o quis ver, pois iria, mais cedo ou mais tarde, tentar ver estes dois, que o antecederam. Foi agora.

É caso para dizer que "tardaram, mas não falharam". E não só não falharam, como acertaram. E em cheio, mesmo!

No pack que tenho, vem um terceiro disco com extras.

Nunca me dediquei muito a ver este tipo de discos (se calhar, faço mal, já sei...) mas, desta vez, fi-lo. E gostei do conteúdo.

Este disco mostra, essencialmente, a vida e obra do autor dos livros, homónimos dos filmes - Robert Ludlum. Os documentários são um bom complemento para os filmes: têm excertos de entrevistas com o autor e com diversas pessoas que estiveram, de diversas maneiras, envolvidas "no processo criativo" - desde amigos a editores, passando pelos dois realizadores e pelo actor principal, o Matt Damon.

Fica-se com uma boa ideia desse tal "processo", que é, de resto, o objectivo final.


Se o "Ultimatum" for igualmente bom, atrevo-me a dizer que terei uma trilogia para a minha História do Cinema.

Centena

À conta de todas as inúmeras tentações natalícias e de alguma (muita!) fraqueza, lá ultrapassei a mítica barreira dos cem. Foi por muito pouco, mas foi.

Amanhã, recomeça a ginástica. Sem exageros. Mas tem que ser. E os trajectos a pé, sempre que possível.


Ainda bem que já acabaram as fatias douradas, o leite creme e os sonhos...

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Ano Novo

Faço votos para que este Novo Ano de 2008 seja melhor do que o de 2007.

Que não nos falte a Saúde, o Afecto, a Paz de Espírito e o Dinheiro. Já seria uma (grande?) ajuda para podermos viver melhor.


Acho que todos gostaríamos que assim fosse.